Se você investe ou está pensando em investir em ações certamente já ouviu falar na bolsa brasileira B3 – uma empresa de grande importância para o mercado financeiro nacional. E é exatamente por conta de sua notoriedade que conhecer melhor a história da bolsa de valores no Brasil é essencial para quem realiza investimentos.

Atualmente, no entanto, é bastante comum que até mesmo os investidores mais assíduos não saibam qual é importância da B3 na história do país e não conheçam todas as transformações que cometeram a bolsa brasileira ao longo do tempo. 

Então, que tal falarmos um pouco sobre isso? Confira nossa retrospectiva e entenda mais a fundo a história da bolsa de valores no Brasil!

Bolsa de valores brasileira

A história da bolsa de valores em nosso país começou no fim do período colonial. Nessa época, a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro concentrava a maior parte do mercado de capitais nacional. 

Entretanto, naquele período, cada estado brasileiro tinha a sua bolsa. Ou seja, havia um total de 27 instituições em todo o país. Além do Rio de Janeiro, o Estado de São Paulo também tinha importância no contexto nacional.

Até 1966, as bolsas de valores brasileiras eram controladas pelas secretarias de finanças dos estados. A partir de uma reforma no sistema financeiro, elas se transformaram em entidades autônomas, do tipo associação civil sem fins lucrativos.

A Bolsa de Valores de São Paulo – também chamada de Bovespa – ganhou destaque no contexto da crise econômica do governo militar, em 1970. Nessa ocasião, ela ultrapassou a bolsa do Rio de Janeiro em relação à sua importância e se tornou a principal bolsa do país.

Bovespa

O mercado financeiro continuou a passar por importantes mudanças ao longo do tempo e, no ano de 2000, as instituições de São Paulo e Rio de Janeiro passaram por uma integração. Esse processo também envolveu todas as bolsas que estavam ativas no país.

Nesse período, nem todos os estados mantinham bolsas de valores — eram somente 9 negociando ações nas diferentes regiões brasileiras.

Com o processo de união, todas as ações de empresas e os títulos privados passaram a ser negociados no âmbito da Bovespa. Enquanto isso, a Bolsa do Rio de Janeiro ficou responsável por negociar os títulos públicos no mercado eletrônico.

Uma nova mudança fez com que, em 2005, as operações da bolsa de valores se tornassem todas eletrônicas. Com o fim dos pregões presenciais no ano seguinte, a Bovespa se transformou no principal meio de negociação de ações.

A concentração das bolsas de valores brasileiras em uma só instituição transformou a Bovespa na maior bolsa da América Latina. Além disso, ela ocupava a oitava posição entre as bolsas de valores de todo o mundo.

BM&F Bovespa

O ano de 2008 trouxe mais uma novidade na Bovespa: ela se fundiu à Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&F). A BM&F já era uma bolsa de commodities, que reunia outras duas empresas.

Uma era a Bolsa de Mercadorias de São Paulo, criada em 1917 por empresários paulistas para negociar contratos agropecuários. Outra era a Bolsa Mercantil & de Futuros, fundada em 1985. No início da década de 90, as duas se tornaram uma mesma empresa — que, por sua vez, fundiu-se à Bovespa em 2008.

Essa união fez com que a Bovespa ganhasse ainda mais importância no mercado internacional: além de ser a principal na América Latina, ela se tornou a terceira maior bolsa de valores do mundo.

B3

A história da bolsa de valores brasileira não acaba por aí. E a última mudança pela qual ela passou foi recente: em 2017, houve uma nova fusão. 

Dessa vez, a BM&F Bovespa se uniu à Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos Privados (CETIP).

Assim, as duas se transformaram em uma nova instituição, chamada de B3. O nome faz referência aos termos Brasil, Bolsa e Balcão. A empresa foi criada com um valor de mercado que ultrapassava 13 bilhões de dólares e a colocava como uma das bolsas com maior valor internacionalmente.

O que a B3 realiza?

Com todas as fusões que a originaram, a B3 é a principal instituição de negociação de ativos financeiros do país. Além das ações de companhias abertas, ela possibilita a compra e venda de commodities (como café e boi gordo), assim como a negociação de contratos futuros e moedas estrangeiras. 

A instituição também é responsável pela custódia de títulos públicos e privados, função que recebeu após a fusão com a CETIP. Segundo o site da B3, suas ações envolvem a administração de sistemas de negociação e também atividades de compensação, liquidação, depósito e registro desses ativos.

Índice Ibovespa

Quando se fala da bolsa de valores brasileira é muito importante diferenciar a bolsa do que é o índice Ibovespa (IBOV). Como o nome da instituição se manteve como Bovespa por alguns anos, não é incomum que as pessoas confundam os dois termos até hoje.

Entretanto, eles não são a mesma coisa. Enquanto um se refere à bolsa, que, como você viu, hoje é chamada de B3, o outro está relacionado ao principal índice do mercado de ações brasileiro.

O Ibovespa existe desde o ano de 1967 e foi criado para facilitar a avaliação dos mercados financeiros. A base para criação do Ibovespa veio de um índice mais antigo: o IBV (Índice Bolsa de Valores), praticado na antiga bolsa do Rio de Janeiro.

E do que se trata o Ibovespa? Basicamente, ele considera alguns critérios para identificar as ações mais negociadas na bolsa e, então, acompanhar o desempenho de cada uma delas. Três vezes por ano essa carteira teórica de ações é reavaliada para excluir ou incluir ativos, de acordo com os critérios.

Como representa as movimentações realizadas nos papéis mais negociados da bolsa, o índice Ibovespa serve como balizador para análises feitas por investidores. Também é possível investir nele por meio de fundos de índice.

Conclusão 

Agora, você conhece a história da bolsa de valores no Brasil. Entender o contexto histórico e as mudanças pelas quais as instituições passaram até chegar à B3 é uma maneira interessante de compreender a existência e funcionamento da bolsa brasileira.

 Além disso, saber como funciona o índice Ibovespa certamente será muito útil em seus investimentos!

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