O crescente número de infectados pelo novo coronavírus, além de contaminar os ânimos dos investidores que, apreensivos, oscilam entre momentos de euforia, a cada plano de retomada divulgado, traz incertezas quanto aos desdobramentos futuros.

Apesar das grandes empresas industriais chinesas terem crescido 6% na variação anual e revertido a queda de 4,3% do mês anterior, os pregões asiáticos encerraram em: Nikkei (JP) tombo de 2,3% a 21.995,04 pontos; KOSPI (Seul) queda de 1,93% a 2.093,48 pontos e Hang Seng (Hong Kong) recuo de 1,01% a 24.301,28 pontos e Xangai (CHI) leve desvalorização de 0,61% a 2.961,52 pontos.

Em ascensão, os principais índices de Wall Street, terminando o pregão em alta de: Dow Jones (1,7%, a 25.441 pontos), S&P 500 (0,809558%, a 3.033 pontos) e Nasdaq (0,62%, a 9.817 pontos).

Alinhado à forte alta norte-americana, as bolsas europeias também progrediram: DAX (GER) avanço de 1,18%, a 12.232 pontos., CAC-40 (FR) alta de 0,73%, a 4.945 pontos., FTSE (GR) elevação de 1,08%, a 6.225 pontos, Ibex-35 (ES) alta de 1,39%, a 7.278 pontos, Ftse -Mib (IT) valorização de 1,69%, a 19.447 pontos e PSI20 (Por) alta de 0,77%, a 4.392 pontos. 

Ainda na Europa, os setores em destaque foram: bancos, petróleo, gás, empresas industriais e montadoras.

PIB Brasil

Em terras brasileiras, o PIB (Produto Interno Bruto) de 2020 voltou à pauta dos economistas, com uma notícia desoladora: a projeção financeira é de que a retração suba de 6,50% para 6,54%.

Há expectativa de um novo corte na taxa Selic (atualmente em 2,25%); findando o ano em 2%. Segundo analistas, esse movimento pode resultar na fuga de dólares dos rendimentos locais atrelados aos juros básicos.

Ibovespa

Inspirado na alta na bolsa dos EUA e da Europa, o Ibovespa inicia a semana com ganhos de 2,03%, e 95.735,35 pontos. Interrompendo, o ciclo de quedas sucessivas ocorridos na semana passada. 

Dentre as maiores altas temos: VVAR3.SA (+7,63%), EMBR3.SA (+7,54%), PCAR3.SA (+5,94%) e BRML3 (+5,29%).

Já as maiores baixas foram: BRFS3.SA (-2,8%), TIMP3.SA (-1,85%), CSNA3.SA (-1,49%) e KLBN11.SA (-1,27%).

Dólar

Após três altas contínuas, nesta segunda (29/06), o dólar comercial tropeça (queda de 0,71%) e finda o dia cotado a R$ 5,43.

Alguns fatores contribuíram para o desfecho positivo: a breve calmaria na política nacional e a intervenção do Banco Central, que leiloou para rolagem de até 12 mil contratos de swap tradicional com vencimento em novembro de 2020 e março de 2021.

Por fim, conforme apontado por economistas, o preço da moeda acompanhará o ritmo do crescimento brasileiro nos próximos períodos.

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