Você já ouviu falar de benchmark?

Mais que uma palavra bastante utilizada quando o assunto é finanças e investimentos, o benchmark – ou índice de referência – é uma importante ferramenta para qualquer investidor que decida investir na renda fixa ou na renda variável.

Se você já investe ou tem interesse em conhecer mais sobre mercado financeiro e ainda não sabe o que é e qual a importância do benchmark para os seus investimentos, este artigo é para você.

Continue a leitura do texto e aprenda a identificar e utilizar o benchmark dos seus investimentos.

O que você irá aprender neste artigo:

Acompanhe!

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O que é benchmark?

O benchmark – ou índice de referência – nada mais é que um ponto de referência utilizado pelos investidores para identificar e comparar o desempenho dos seus investimentos.

Um fundo de ação, por exemplo, pode ter como benchmark o desempenho do índice Ibovespa, enquanto um outro fundo de ação internacional pode estar referenciado, por exemplo, ao índice norte-americano Dow Jones.

Este índice de referência está presente tanto na renda fixa quanto na renda variável.

Para quem investe em renda fixa, por exemplo, a taxa DI – ou CDI – e a taxa Selic são benchmarks importantes.

Os investimentos, portanto, tendem sempre a seguir – e até mesmo superar – a rentabilidade dos seus respectivos benchmarks.

Mas, apesar de ser um conceito bastante simples – na teoria e na prática, o benchmark nem sempre é compreendido e utilizado de maneira correta pelos investidores.

Entenda a seguir como utilizar o benchmark dos seus investimentos corretamente e em prol de uma carteira mais rentável.

Como utilizar o benchmark para os investimentos?

A primeira questão que deve ser considerada com atenção pelo investidor quando o assunto é benchmark é justamente o propósito e a correta utilização desta ferramenta no mercado.

Para isso, o investidor deve ter em mente que o benchmark serve para comparar o desempenho de investimentos com algum grau de semelhança.

Imagine que, alguns anos atrás, não era incomum encontrar carteiras de ações – com maior risco – entregando rentabilidades de 10% ao ano, enquanto carteiras de renda fixa ofereciam ao investidor uma remuneração anual de 15%, em um contexto de menor exposição ao risco.

Nesta situação de comparação equivocada quanto à rentabilidade dos investimentos em renda fixa e renda variável, muitos investidores acabavam acreditando ter perdido dinheiro com seus aportes no mercado de ações – e isso não era, necessariamente, uma verdade.

O erro neste comparativo estava justamente em alinhar o retorno os investimentos em ações com o retorno dos investimentos em renda fixa.

Isso porque, neste caso, os produtos não eram semelhantes entre si para que esta comparação fizesse sentido.

Se, por outro lado, você comparasse a rentabilidade da sua carteira de ações com a rentabilidade do índice Ibovespa no período, o benchmark faria sentido.

Neste caso, você poderia até mesmo descobrir que a sua carteira performou muito melhor que o principal índice de ações da bolsa brasileira em um determinado período de tempo.

O mesmo ocorreria, por exemplo, com um título de renda fixa disponível em sua carteira de investimentos que ofereceu uma rentabilidade superior a 100% do CDI – índice utilizado como referência para a renda fixa – em um determinado período.

Em ambos os casos, a comparação do desempenho estaria, de fato, alinhada aos seus respectivos benchmarks – auxiliando o investidor a identificar, de maneira correta, a performance dos seus investimentos.

Ao utilizar o benchmark dos seus investimentos, portanto, é fundamental verificar se o ponto de referência está alinhado com o tipo de produto que se está comparando.

Por que utilizar o benchmark em prol dos seus investimentos?

Conhecer e acompanhar de perto o benchmark dos seus investimentos é um hábito bastante saudável e indicado para qualquer investidor – seja um investidor iniciante ou mais experiente.

Isso porque, ao utilizar o benchmark, você consegue verificar a performance dos seus investimentos e identificar a rentabilidade das suas aplicações em relação aos seus respectivos índices de referência.

Suponha que você, enquanto investidor, optou por realizar aportes em um fundo de renda fixa que acompanha a remuneração do CDI.

Agora imagine que, ao verificar a rentabilidade do seu investimento, você perceba que o fundo não tem entregado sequer 100% do equivalente à taxa CDI do período.

A taxa DI, neste caso, é o índice de referência que lhe ajudará a identificar se o seu investimento tem sido ou não um bom produto para aportes – e se ele vem desempenhando de maneira positiva ou negativa ao longo dos meses na comparação com seu benchmark.

Somente a partir desta análise é possível utilizar o benchmark em prol dos seus investimentos – decidindo mantê-los da maneira como estão em relação à sua carteira ou buscar alternativas que elevem a rentabilidade dos seus aportes.

Por isso, se você investe, já investiu ou pretende aprender a realizar seus investimentos, é imprescindível entender o que é o benchmark e qual é o índice de referência dos produtos financeiros que fazem parte da sua carteira de investimentos.

Apenas por meio desta análise de rentabilidade você conseguirá identificar se os seus investimentos estão performando de maneira satisfatória e de acordo com seus respectivos índices de referência.

E, caso este comparativo não estiver satisfatório, este poderá ser o momento de buscar melhores oportunidades de investimentos e fazer alterações no seu portfólio.

O importante é sempre identificar esta necessidade e não ter medo de realizar mudanças na sua carteira de investimentos.

Apenas não se esqueça de utilizar o benchmark dos seus investimentos corretamente – evitando confusões e comparações injustas, que podem levar você a fazer alterações desnecessárias em uma carteira que está desempenhando bem.

Utilizando estes índices de referência com cautela você conseguirá manter um portfólio sempre saudável e com excelente performance.

E você, tem o costume de identificar e acompanhar o benchmark dos seus investimentos no dia a dia?

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