O Bitcoin é a primeira criptomoeda descentralizada do mundo e é considerado uma revolução nos atuais mercados financeiros de moeda. Conta a história que seu pai é um grupo de programadores misteriosos sob o pseudônimo de “Satoshi Nakomoto”. 

O surgimento do Bitcoin foi em 2009 e, de lá para cá, outras criptomoedas invadiram o cenário mundial. Para se ter uma ideia, em novembro de 2019, o site CoinMarketCap registrava o total de 2.354 moedas digitais ao redor do globo. 

Apesar da quantidade de criptomoedas existentes, o Bitcoin continua sendo – pelo menos até agora – a mais famosa. Por isso, acabou atraindo também os olhares dos investidores. Mas, será que realmente vale a pena investir em Bitcoin? 

Para responder a essa pergunta é preciso entender melhor o que é, como funciona e quais as vantagens e desvantagens da moeda digital mais famosa da internet. Então, confira mais este artigo que preparamos para você. 

O que é Bitcoin? 

Simplificadamente, o Bitcoin é uma modalidade digital de dinheiro que permite que qualquer pessoa faça pagamentos on-line para outra pessoa sem ter que passar por uma instituição de terceiros – como um banco, por exemplo. 

Cada Bitcoin é como se fosse um arquivo de computador armazenado em um aplicativo de “carteira digital”, em um smartphone ou computador. Pessoas podem enviar um Bitcoin – ou uma parte de um Bitcoin, por exemplo – para carteiras digitais. Cada transação realizada é registrada em uma lista pública chamada blockchain. 

É graças ao blockchain – uma tecnologia bastante inovadora – que o histórico dos Bitcoins fica registrado. Também é por isso que pessoas não conseguem gastar moedas que não são suas, fazer cópias ou até desfazer transações. 

Existem três maneiras de comprar Bitcoins: 

• Utilizando dinheiro real (comprando ou investindo); 

• Recebendo pagamento com Bitcoin; e 

• Minerando (ou criando) Bitcoins em computadores. 

O processo de criação de Bitcoin – chamado de mineração – não é algo simples. É preciso um bom investimento em conhecimento, um (ou mais) computadores de alta performance, além de muita paciência. Na maioria das vezes, há também um grande investimento financeiro para esta mineração. 

A queda do Bitcoin 

O Bitcoin ganhou fama e muitos fãs nos últimos anos. Contudo, vale destacar também a forte queda que esta moeda digital enfrentou desde 2018 – quando encerrou o ano com uma queda de 80% em seu preço. 

Foram muitos os motivos que levaram à queda da moeda digital em todo o mundo. Falaremos adiante sobre alguns deles. 

Porém, principalmente depois que o Facebook anunciou sua própria criptomoeda, em 2019, o Bitcoin voltou ao radar de muitas pessoas. De acordo com estimativas da Associação Brasileiras de Criptoeconomia (ABCripto), o mercado negociou R$ 5 bilhões no primeiro semestre de 2019. 

Apesar do sucesso da moeda digital, entretanto, é preciso analisar seus pontos fortes e fracos. 

Quais as vantagens do Bitcoin? 

Talvez o maior benefício do Bitcoin seja o fato de que informações de pagamentos utilizando essas criptomoedas não podem ser roubadas. 

Ao invés de ter que fornecer informações do cartão de crédito em uma compra online, por exemplo, quem faz uso do Bitcoin utiliza uma chave pública e uma chave privada. 

A chave pública, como o nome sugere, pode ser vista por qualquer pessoa, pois se refere ao endereço de Bitcoin. Já a chave privada é secreta. 

Toda vez que um Bitcoin é enviado, a transação é “assinada” com uma combinação das chaves e uma função matemática. Isso comprova, com segurança, quem foi o dono da transação. 

Os adeptos ao Bitcoin consideram como vantagem também o fato de que a moeda não é controlada por nenhum banco ou país. Não existe como o governo pegar seus Bitcoins, pois eles são descentralizados e ninguém, além do próprio dono, tem controle sobre eles. 

E se por um acaso houver alguma proibição no país quanto ao Bitcoin, uma vez que a pessoa possua as criptomoedas, as mesmas podem ser negociadas em mercados onde são legais. À lista de fatores positivos adicionamos a rapidez das transações e suas baixas taxas. 

Quais as desvantagens do Bitcoin? 

Se a falta de controle é vista como vantagem para alguns, para outros representa uma desvantagem. As criptomoedas são consideradas como commodity e não como um ativo financeiro. 

Portanto, não têm nenhum órgão regulador como a CVM – Comissão de Valores Imobiliários – que garante que o mercado financeiro funcione corretamente e o investidor seja protegido. Nem mesmo um Banco Central. 

Adicionalmente, ainda não temos uma regulamentação para o Bitcoin no Brasil. 

Como ainda existem muitas dúvidas sobre o assunto, é preciso também considerar como ponto negativo o fato de que países podem proibir ou restringir transações a qualquer momento, o que influenciará no valor da moeda (ou pode até mesmo surgir 

outra que receba o apoio de um determinado governo e, consequentemente, mais força). 

Outra desvantagem é que a cotação da criptomoeda aumenta e diminui em um ritmo muito rápido. Essa volatilidade deve ser um ponto negativo a considerar especialmente por investidores. 

Esses fatores – oscilação de preço e falta de regulamentação e apoio de governos – são, inclusive, dois dos principais responsáveis pelas oscilações nos preços da moeda digita, como falamos anteriormente. 

O que considerar na hora de investir em Bitcoin? 

Além do conhecimento sobre este tipo de investimento, é importante considerar o seu perfil de investidor na hora de considerar investir em Bitcoin. Lembre-se que Bitcoins são um tipo de ativo que representa alta volatilidade e muito risco. Por esse motivo, são indicados para pessoas mais arrojadas. 

Perfis agressivos trocam segurança por maiores chances de rentabilidade e, desse modo, conseguem lidar bem com desvalorizações de curto prazo. Mesmo que você tenha este perfil, entretanto, não é indicado que invista todo o seu patrimônio ou a maior parte dele nessas moedas digitais. 

Afinal, Bitcoin vale a pena? 

A decisão é muito particular, mas geralmente, como existe um certo grau de risco, para dizer que o Bitcoin vale a pena como investimento é preciso ficar atento ao perfil do investidor. 

Quem gosta de especular pode fazer aportes na moeda e compor seu portfólio com um pequeno percentual em criptomoedas, mas sempre considerando os riscos. Para investidores conservadores, por outro lado, talvez a ideia de investir em uma moeda digital volátil e não regulamentada não faça sentido. 

Seja qual for seu perfil, é importante lembrar que vale sempre a pena considerar sua tolerância a riscos e objetivos na hora de compor sua carteira de investimentos e apostar na diversificação. 

É esta diversificação que manterá seu portfólio balanceado e mais seguro – mesmo que você decida investir em ativos de maior risco. 

Para saber como ter uma carteira mais equilibrada, invista alguns minutos na leitura do artigo Como ter uma carteira diversificada em meus investimentos? 

E você, já investiu ou já pensou em investir em Bitcoin? Deixe seu comentário!

A pontuação dos nossos leitores
[Total: 6 Média: 5]