Participar do mercado financeiro tem se tornado uma tarefa cada vez mais acessível para qualquer investidor – seja ele pessoa física ou jurídica. Para os investidores pessoa física, no entanto, existe uma modalidade bastante interessante – e pouco conhecida – de fazer aportes no mercado: o Clube de Investimentos.

Com características semelhantes aos fundos, o Clube de Investimentos é uma modalidade que permite que grupos de investidores se reúnam com o objetivo de fazer seus investimentos em conjunto, utilizando uma mesma estratégia.

Quer saber mais sobre esta forma de fazer investimentos? Então continue a leitura de hoje e descubra o que é e como funciona o Clube de Investimentos!

O que é um Clube de Investimentos?

O Clube de Investimentos nada mais é que um grupo de pessoas físicas que se reúne com o objetivo de investir mais capital de uma única vez – dividindo a mesma estratégia e diversificando investimentos, muitas vezes, com uma quantia pessoal reduzida de capital.

Por regra, o número mínimo de participantes de um Clube de Investimento é de 3 pessoas, enquanto o número máximo de investidores permitido é de 50 pessoas físicas.

O patrimônio destes clubes é dividido em cotas – fazendo de cada investidor participante desta modalidade de investimento um cotista do clube.

É importante ressaltar que, também por regra, um único cotista de um Clube de Investimentos não pode possuir mais que 40% da carteira total do clube.

Se um determinado clube, por exemplo, possui R$ 1 milhão investidos, o participante não pode ter, sozinho, mais que R$ 400 mil deste valor total.

A regra vale para quaisquer somas investidas – sempre respeitando, portanto, os 40% máximos de participação no valor investido que um investidor que aplica em um clube pode possuir.

A composição da carteira dos Clubes de Investimento tende a ter um caráter mais agressivo – com ao menos 67% da carteira aportada em produtos de renda variável, como ações, debêntures, bônus de subscrição e cotas e fundos de índices (as chamadas ETFs, como o famoso BOVA11).

Como estes clubes são formados e administrados?

Formando um clube de investimentos

O processo para formação de um Clube de Investimentos é bastante simples.

Em primeiro lugar, é preciso que haja a definição do grupo de investidores que fará parte do clube.

Em seguida, é necessário providenciar a elaboração do estatuto do clube – que estabelecerá as regras de investimento e as estratégias a serem adotadas por este grupo de investidores participantes do conglomerado.

Após a elaboração do estatuto, deve ser definido o valor de investimento de cada participante para que, na etapa seguinte, os investimentos sejam, de fato, realizados – de acordo com as estratégias definidas pelos participantes.

É importante destacar também que todo Clube de investimentos deve ser devidamente registrado e administrado por uma corretora de valores, distribuidora, por um banco de investimentos ou por um banco múltiplo com carteira de investimentos.

Administrando um clube de investimentos

O clube de investimento – assim como os fundos – também possui um gestor, que pode ser um gestor profissional pessoa jurídica ou mesmo um dos participantes cotistas pessoa física.

Neste segundo caso, é comum que as decisões sejam tomadas entre todos os participantes do grupo.

Se um gestor profissional for contratado, no entanto, é fundamental que os cotistas do clube considerem a incidência de custos administrativos adicionais – como as taxas de performance e de administração.

Portanto, se você pretende criar um clube de investimentos, é fundamental definir qual a melhor opção para administração de um clube: a condução realizada por meio de um cotista ou a administração de um profissional.

Por que participar de um clube de investimento?

Uma das questões que mais chamam atenção de investidores para fazer parte de um Clube de Investimentos são as questões relacionadas à tributação – ou seja, ao Imposto de Renda.

Isso porque, nos clubes, não existe imposto aplicado sobre as operações financeiras, apenas a incidência da alíquota de 15% quando o cotista faz o resgate de suas cotas – ou seja, da sua parcela no Clube de Investimentos.

Para estes resgates, existem parâmetros definidos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que ajudam os investidores participantes a organizar e estabelecer corretamente cada uma destas regras.

É o estatuto do clube, entretanto, que estabelece os prazos de liquidação, prazos de resgate e diversas outras questões inerentes ao clube em si.

O retorno dos investimentos realizados por meio de um Clube de Investimentos depende da valorização das cotas dos investidores – que, por sua vez, ocorre a partir da valorização ou não dos ativos que compõem a carteira de investimentos de cada clube.

Portanto, os investidores pessoas físicas que participam de um Clube de Investimentos devem ter em mente que as oscilações de mercado são freqüentes – e que podem impactar positiva ou negativamente o patrimônio investido e as cotas dos investidores.

Para evitar dores e cabeça, é essencial que o investidor conheça a política de investimento do clube e o formato de administração do mesmo antes de fazer parte deste grupo de investidores pessoa física.

É indispensável também que o investidor pessoa física tenha ciência dos riscos relacionados aos ativos que compõem a carteira dos fundos – que costumam ser mais agressivas.

Fundos de investimentos x Clubes de investimentos

Ao conhecer as características dos clubes de investimentos, muita gente identifica grandes semelhanças entre os clubes e os fundos de investimentos.

De fato, algumas características dos clubes de investimentos são muito parecidas com os fundos.

Na prática, entretanto, eles são bastante distintos.

Diferente dos fundos – nos quais há possibilidade de negociação de cotas, as cotas dos clubes de investimento não podem ser negociadas.

É possível apenas fazer parte ou sair do clube.

Conclusão

Os Clubes de Investimentos podem ser uma modalidade de investimento bastante interessante para investidores que desejam juntar-se com outros investidores pessoas física para realizar aplicações em maior quantidade e diversificar a carteira de investimentos ao compartilharem de uma estratégia de investimento em comum.

Para que o clube exista e funcione de maneira legal e adequada, é fundamental elaborar um estatuto e fazer o devido registro do Clube de Investimentos nas instituições autorizadas para realização deste registro.

A administração do clube também é uma questão que não deve ser negligenciada pelos investidores – e que precisará ser decidida sempre com muita cautela pelo grupo.

Em geral, investidores que se juntam para investir costumam contratar um gestor profissional para fazer a gestão do clube – aceitando pagar as taxas administrativas e de performance em prol de uma gestão mais profissional.

Entre si, os investidores definem os prazos de resgate, liquidação e cotização e criam, finalmente, o Clube de Investimento para seus aportes.

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