Quem compra ações de uma empresa adquire uma série de direitos como sócio da companhia. Dependendo do tipo de ação, por exemplo, há o direito de voto nas assembleias. Também existe o benefício de receber primeiro sua parte na divisão de lucros.

Há, ainda, o direito de subscrição – que diz respeito à preferência para comprar novos papéis que serão disponibilizados na bolsa de valores. Essa pode ser mais uma maneira de usufruir de vantagens como sócio de um empreendimento com capital social aberto.

Quer entender mais sobre o direito de subscrição? Então confira informações completas sobre o assunto neste post!

O que é o direito de subscrição?

Quando uma empresa decide abrir o seu capital social na bolsa se dá o IPO — que se refere ao primeiro lançamento de papéis. Depois dele, as companhias podem optar, em algum momento, por fazer um novo lançamento de ações.

Como ela já tem papéis sendo negociados no mercado financeiro e conta com vários acionistas, existe uma regra que garante o direito de subscrição – a preferência na compra das novas ações para quem já é acionista da empresa.

Além das ações, a subscrição também pode acontecer nos fundos imobiliários, que tem suas cotas negociadas na bolsa. Assim, quando o fundo aumenta a possibilidade de participação, os cotistas têm a preferência na compra.

O direito de subscrição oferece, portanto, a possibilidade de investidores manterem seu percentual de posse das ações ou cotas durante uma nova oferta de papéis no mercado. 

Por exemplo, um investidor que tenha 5% do capital social de uma empresa poderia ver sua participação diminuir depois do lançamento de novas ações. Com a subscrição, ele tem a possibilidade de equilibrar esta porcentagem.

Por isso, a companhia deve garantir a chance de os acionistas terem acesso à aquisição das ações antes de outros interessados. A decisão de exercer esse direito, no entanto, é do investidor.

Como a subscrição funciona?

Como você já entendeu, o direito de subscrição representa uma vantagem que o acionista tem, mas não se configura como uma obrigação de compra. Ou seja, a empresa deve disponibilizar as ações inicialmente para os sócios, que decidem se querem fazer valer o direito ou não.

Quem desejar manter seu percentual de ações em relação ao capital social da companhia realiza a nova aquisição. Quem não desejar, não é obrigado a fazer a compra. Para tomar a decisão, o acionista conta com diversas informações disponibilizadas a ele.

Sempre que uma empresa lança novas ações no mercado ela precisa informar aos acionistas os detalhes sobre seu direito de subscrição. Por exemplo, a quantidade de papéis que serão lançados, o preço de venda para os sócios e o prazo de compra.

Além disso, cada acionista é informado sobre a proporção de ações a qual tem direito. Ela depende da quantidade de papéis que cada sócio possui — é a sua posição atual na companhia que define quantos papéis serão disponibilizados para você.

Cada subscrição tem uma data de vencimento específica. Então, o investidor precisa demonstrar interesse em comprar as ações. Caso isso não aconteça, é entendido que ele optou por não realizar seu direito de subscrição.

Quais as vantagens do direito de subscrição?

Acabamos de falar sobre as informações básicas acerca do direito de subscrição. Agora, confira as principais vantagens de optar por exercê-lo:

Não reduzir sua a proporção no capital social

Um benefício central para o acionista é o de manter a proporção que ele tem de ações da empresa, como falamos antes. Esse é um dos maiores motivos pelos quais o direito de subscrição existe. Afinal, a cada novo lançamento os sócios poderiam ser prejudicados.

Então, antes de lançar as ações no mercado, a empresa precisa calcular a proporção de cada acionista atual e informá-los sobre a quantidade de papéis que podem ser adquiridos preferencialmente. E cada um pode manter sua posição estável na companhia.

Comprar ações com desconto

Outra vantagem bastante comum quando se fala em direito de subscrição é a de adquirir ações por um preço menor do que elas são colocadas no mercado para o restante dos investidores. Normalmente, o preço para os sócios é menor do que a cotação atual do papel.

Logo, exercer seu direito é uma chance de comprar os papéis com algum desconto, diminuindo seu preço médio. Vale a pena, inclusive, considerar o valor de mercado para calcular suas vantagens no momento de subscrever os seus direitos.

Aumentar o poder dos juros compostos

Outro benefício atrativo é o de potencializar os juros compostos nos seus investimentos – já que se trata de um novo aporte. Você adquire mais ações para a sua carteira e, desta forma, conta com um capital maior rendendo no longo prazo.

Tanto em ações quanto em cotas de fundos imobiliários o investidor tem a oportunidade de aumentar seus ganhos com dividendos, outros proventos e até mesmo com a valorização dos papéis no futuro. E a subscrição pode impulsionar estes rendimentos.

O direito à subscrição é sempre vantajoso?

Agora você sabe o que é e como funciona o direito de subscrição. Mas será que vale a pena exercê-lo? 

Como mostramos, existem vantagens interessantes. Mas, na verdade, a decisão depende da sua visão em relação à empresa – e dos seus objetivos.

A subscrição não deixa de ser uma nova compra de ações. Então, é preciso se perguntar: você compraria mais papéis da empresa? O que lhe fez investir nela antes, continua atraindo seu interesse? Os fundamentos se mantêm interessantes?

O mais indicado é fazer uma nova análise e avaliar com atenção as perspectivas da companhia para o futuro. Assim, é possível decidir manter ou não a posição dela na sua carteira. Além disso, não deixe de considerar todas as informações passadas pela empresa acerca da subscrição.

Como exercer o direito?

Quando uma empresa decide aumentar o capital social ela precisa informar sobre o direito de subscrição a todos os seus acionistas. A partir deste informe, o investidor sinaliza à corretora o seu interesse ou não de exercer o direito.

Em alguns casos, a companhia autoriza os sócios a negociarem seu direito de subscrição na bolsa com outros investidores. Se for de seu interesse, vale a pena confirmar se é possível fazer isso.

Outro aspecto importante é o de sobras da subscrição. Geralmente, alguns acionistas optam por não realizar o direito. Então, é natural que sobrem papéis que deveriam ir para eles. Outros acionistas podem mostrar interesse pelas ações antes de elas serem lançadas no mercado.

Logo, quem decide realizar o seu direito de subscrição e tem interesse em comprar eventuais sobras de subscrição também deve informar a corretora – ou seu assessor de investimentos. Assim, caso as sobras se confirmem, poderá haver uma nova compra.

Concluindo 

Entender o que é o direito de subscrição é fundamental para tomar boas decisões na bolsa de valores – especialmente em relação às empresas das quais você é acionista. Por meio dele, é possível manter a proporção do investimento e até mesmo aumentar sua participação no negócio – incrementando o seu portfólio.

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