Contrariando projeções, o dólar começou o dia em forte disparada no mercado brasileiro e precisou da ajuda do Banco Central para intervir na situação, mesmo diante do corte da taxa SELIC no final da tarde de ontem (06/05).

Diante do corte expressivo de 0,75% na taxa mínima de juros, a moeda americana chegou a ser comercializada a R$ 5,87. Este valor alcançou o patamar máximo do dólar no Brasil e especialistas acreditam que, diante dos fatores sociais e econômicos mundiais provocados pelo coronavírus, o valor de venda comercial poderá ser acima de R$ 6,00 ainda esse ano. 

Como alternativa para tentar conter a disparada do dólar em território brasileiro, o Banco Central disponibilizou um leilão de swap cambial, onde 7.540 contratos com vencimentos entre setembro de 2020 e janeiro de 2021 puderam ser ofertados no final da manhã desta quinta feira (07/05).

Para o economista João Medeiros, o cenário econômico atual é o de cautela. “Como o câmbio representa o momento, e quanto maior for a pressão diante da queda da atividade econômica do nosso país, maior deverá ser a interferência do Banco Central nessas questões”, relatou. 

Apesar da atitude de interferência do Banco Central para conter a disparada do dólar no Brasil estar sendo bastante elogiada por especialistas, ainda existe o receio da economia do país precisar lidar com possíveis diluições de reservas de capitais. 

A explicação para o crescimento do valor de comercialização do dólar no Brasil está sendo influenciado por outros fatores além do coronavírus. A crise política e a incerteza do comércio também fazem com que o país se torne volúvel aos olhos dos investidores. 

“As dívidas de comerciantes e do governo estão se acumulando e a economia cada vez mais parada. Nunca vimos algo parecido antes. Por isso, é questão de tempo para que a moeda chegue a ser vendida à R$ 6,00”, finalizou Medeiros. 

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