Em terras estado-unidenses, hoje (03/07), foi dia de descanso para os investidores americanos. O breve recesso antecipado de independência do país provocou oscilações no pregão brasileiro e redução da liquidez nos demais mercados mundiais.

Isso acontece porque os investidores norte-americanos são os maiores traders globais. Deste modo, uma pequena redução nas movimentações em todas as bolsas do mundo está dentro do esperado.

Apesar de as principais bolsas europeias encerrarem os pregões com pequenos escorregões: DAX (GER) recuo de 0,64%, a 12.528,18 pontos, CAC-40 (FR) queda de 0,84%, a 5.007,14 pontos., FTSE 100 (GR) desvalorização de 1,33%, a 6.157 pontos, Ibex-35 (ES) perda de 1,27%, a 7.403,50 pontos e Ftse -Mib (IT) queda de 0,81%, a 19.726,65 pontos – no acumulado semanal o índice pan-europeu obteve alta de 1,98%.

Por lá, a expectativa está na reabertura de bares, cinemas e restaurantes londrinos. Além da promessa do Ministério das Finanças em incentivar planos de retenção de empregos.

No oriente, graças ao bom desempenho apresentado pelo setor de serviços da China, as bolsas asiáticas esboçaram reação positiva e terminaram a sessão em: Nikkei (JP) alta de 0,72%, a 22.306 pontos; Hang Seng (Hong Kong) elevação de 0,99%, a 25.373 pontos, KOSPI (Seul) ganho de 0,80%, a 2.152 pontos e Xangai (CHI) valorização de 2,01%, a 3.152 pontos.

Após os cortes de juros anunciados pelo Banco Central chinês, os mercados aguardam que a próxima ação adotada por Pequim seja oferecer um pacote de estímulos para o segundo semestre.

Já no Brasil, sem os indicadores de Nova York para balizar as ações, o Ibovespa oscilou durante toda a sessão, mas encerrou com saldo positivo de +0,55 % a 96.764,85 pontos. O indicador caminha para uma alta de mais de 2% na semana.

Destaque para as ações: IRBR3.SA (+7,59%), SULA11.SA (+5,11%), TIMP3.SA (+4,33%), GOLL4.SA (+3,5%) e MRVE3.SA (+3,34%).

Dentre as maiores baixas, temos: CSNA3.SA (-1,84%), CIEL3.SA (-1,44%), UGPAG3.SA (-1,02%), BRFS3.SA (-0,93%) e SANB11.SA (-0,84%).

Muito embora a economia brasileira esteja ainda longe da normalidade, em junho, se observou uma desaceleração na contração das atividades de serviços do país. Esse aceno é bem visto pelos analistas.

Dólar

Nesta sexta-feira, a moeda norte-americana teve recuo de 0,55%, cotada a R$ 5,3205. Na semana, acumulou queda de 2,61%. Contudo, se analisarmos a movimentação durante o ano, o dólar tem alta de 32,63%.

Segundo especialistas (Boletim Focus Bacen), a projeção de mercado para a taxa cambial até o final de 2020 permanece inalterada em R$ 5,20. Sendo que, a estabilidade só será atingida em 2021 quando se estima que o dólar fique na casa dos R$ 5,00.

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