Apesar da volatilidade no início dos pregões mundiais, o que se observou no pregão de hoje foi a recuperação americana graças às medidas de liquidez adotadas pelo Fed (Banco Central Americano).

Isso animou o mercado na busca por ativos de risco. Dow Jones (alta de 0,26% a 25.938,72 pontos, S&P (ganhou 0,079736%, a 3.100 pontos) e Nasdaq (subiu 0,45%, a 9.991 pontos) apresentaram índices positivos.

Solidária às bolsas asiáticas (Nikkei recuo de 0,18% a 22.437 pontos, HANG SENG queda de 0,54%, a 24.511 pontos e Shangai recuo de 0,08%), a IBOVESPA tropeça e finaliza em desvalorização de -1,30 %, registrando 95.312 pontos.

Os mercados europeus acompanharam o ritmo negativo: DAX (Ger) recuou 0,55% a 12.262,97 pontos; FTSE-100 (GR) perdeu 0,72% a 6.244,62 pontos e CAC (FR) caiu 0,55% a 4.948,73 pontos.

Especialistas alertam que essas idas e vindas da bolsa brasileira reflete o estado de espírito mundial, que oscila entre os temores de uma nova onda da pandemia, a dependência em relação à recuperação americana, o aceno positivo das transações comerciais com a China e a reativação das economias europeias.

Somado a esses fatores, no mercado doméstico, os holofotes estão voltados ao cenário político, com a prisão de Fabrício Queiroz, ex assessor de Flávio Bolsonaro diante da suspeita de “rachadinhas” e o anuncio de abandono da defesa desse senador por parte de seu advogado Frederick Wassef.

A inadimplência também preocupa bancos e varejistas. Afinal, as projeções demonstram avanço nos próximos meses de: 5,79% em junho, 5,96% em julho e 6,09% em agosto (fonte: Folha de S Paulo).

É válido comentar que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) sofreu pequena elevação de 1,60% para 1,61%. No entanto, especula-se que em 2021, o índice atingirá 3%.

As ações bem cotadas são: IRBR3 com alta de +16,55%, BTGP Banco (BPAC11) com alta de +4,72% e Cogna (COGN3) com alta de +4,60%.

Já os papéis que declinaram foram AZUL4, com recuo de -5,50%, RaiaDrogasil (RADL3) com queda de -5,34% e Minerva (BEEF3) queda de 4,91%.

Dólar

Em razão do desmonte de posições defensivas e forte volume de venda da moeda no exterior, a nível global houve o recuo da moeda americana.

Como esperado, por aqui, o movimento foi de forte queda, com o dólar comercial cotado a R$ 5,27 – queda de 0,83%.

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