Você já parou para pensar como seria interessante se pudéssemos adivinhar a rentabilidade futura dos investimentos para os próximos anos? Se isso fosse possível, a escolha dos aportes de todo investidor – fosse em renda fixa ou em renda variável – seria muito mais fácil de ser feita, não é mesmo?

Mas, apesar de não ser viável prever estes números, é perfeitamente possível projetar os ganhos com investimentos sem risco – os produtos de renda fixa – para os próximos anos. É sobre isso que vamos falar no artigo de hoje.

Continue a leitura e descubra qual a previsão para os próximos anos em relação à rentabilidade dos investimentos sem risco e comece a se preparar agora mesmo para montar ou rebalancear sua carteira de investimentos e aproveitar sempre as melhores alternativas de rentabilidade para o seu portfólio.

Rentabilidade da renda fixa: passado e presente

Se você investe há algum tempo, deve lembrar que, anos atrás, a demanda por investimentos em renda fixa era crescente – uma vez que, com a taxa Selic em patamares bastante altos, não era difícil encontrar produtos de investimento sem risco oferecendo excelentes rentabilidades anuais. Nos dias atuais, no entanto, a realidade é bem diferente para os investimentos em renda fixa.

Com a taxa Selic em seu menor nível histórico – 6,5% ao ano, a rentabilidade dos investimentos mais seguros do mercado é bastante reduzida se comparada aos anos de 2015 e 2016, por exemplo – chegando, muitas vezes, a menos da metade do que era no passado. Ainda assim, muitas pessoas optam por manter seus investimentos nestes produtos – mesmo perdendo em rentabilidade.

Mas será que esta rentabilidade tão baixa para renda fixa se manterá tão reduzida assim nos próximos anos? Quando começará a valer a pena investir em renda fixa novamente? Acompanhe os próximos parágrafos e descubra as respostas para estas perguntas.

Expectativa de rentabilidade na renda fixa: como funciona?

É possível que alguns investidores se perguntem: “e como é possível projetar a futura rentabilidade dos investimentos em renda fixa?”. Estas projeções são possíveis graças a uma certa previsibilidade das principais taxas e índices que compõem a economia.

Uma vez que a rentabilidade dos produtos de renda fixa segue índices de referência importantes – como o DI e a Taxa Selic, acaba se tornando mais fácil projetar uma expectativa de rendimento para estes produtos – diferentemente da renda variável, por exemplo, para a qual é mais difícil prever os movimentos futuros nos preços das ações.

Por meio de análises de especialistas do mercado e do próprio governo em si, que atualiza constantemente o mercado quanto às projeções de crescimento, projeções para inflação e para a taxa Selic, é perfeitamente possível projetar – com boas chances de acerto – as taxas de juros para o futuro e, consequentemente, a rentabilidade dos investimentos em renda fixa.

A Selic e o CDI

Desde 2018, a taxa Selic – principal taxa de juros da economia brasileira – se mantém em 6,5% ao ano, no menor patamar de sua história.  Isso significa que, se você emprestasse um dinheiro para alguém ou para uma instituição financeira, por exemplo, você precisaria cobrar uma taxa de 6,5% ao ano para não tomar prejuízo com este empréstimo.

Enquanto isso, o CDI – a principal taxa praticada pelos bancos – segue alinhado com as movimentações da Selic. E é justamente por conta desta proximidade da taxa DI com a taxa Selic que os investimentos em renda fixa tendem a oferecer rentabilidades próximas à Selic.

Previsão para o futuro: investimentos sem risco valerão a pena?

Diante do cenário atual e da taxa Selic em patamares bastante baixos, você já deve ter percebido que não vale a pena, neste momento, investir em renda fixa. Mas, será que este cenário irá se alterar no futuro?

De acordo com projeções recentes divulgadas pelo Banco Central, por meio do Boletim Focus nos últimos dias do mês de março de 2019, a expectativa do mercado é por manutenção da taxa Selic em 6,5% ao ano durante todo o ano de 2019.

Não há, portanto, expectativa de aumento para os próximos meses. Isso significa que, até o próximo ano, dificilmente os investimentos em renda fixa – e até mesmo os fundos de renda fixa – voltarão a ficar interessantes para investimento.

Para 2020, no entanto, as expectativas são para aumento na taxa básica de juros brasileira. Economistas consultados pelo BC creem em uma Selic a 7,5% no próximo ano. Neste cenário, é possível que os investimentos em renda fixa – como LCIs, LCAs, CDBs e fundos de renda fixa atrelados ao CDI – voltem a ficar um pouco mais interessantes para o investidor.

É importante que você entenda, no entanto, que este possível avanço da Selic a partir de 2020 deverá ser gradual e bastante sereno pois, apesar de a rentabilidade dos investimentos ser beneficiada pelo avanço da taxa básica de juros, uma Selic elevada traz um impacto muito negativo para o Brasil – uma vez que o dinheiro acaba se tornando caro.

Se a taxa Selic avançar um pouco e manter-se em um patamar próximo a 8%, por outro lado, ficará mais fácil de manter um equilíbrio no valor do dinheiro e também na relação entre a rentabilidade da renda fixa e da renda variável.

E como fica a sua carteira de investimentos?

A montagem da carteira de investimentos deve ser individual, de acordo com as estratégias e os objetivos de cada investidor. Além disso, é fundamental que se considere o perfil do investidor. Investidores com maior apetite ao risco, por exemplo, dificilmente terão muitos investimentos em renda fixa compondo eu portfólio de investimentos.

Em um cenário futuro com a taxa Selic mais alta – e, consequentemente, com rentabilidades melhores para os investimentos sem risco, no entanto, poderá valer a pena voltar a considerar aplicar algum dinheiro em renda fixa.  

Independentemente da sua escolha, é importante ter em mente que uma carteira diversificada é sempre uma excelente opção para qualquer investidor. Manter uma boa gestão da carteira também é fundamental – procurando rebalancear seu portfólio de acordo com suas estratégias e com a oferta de melhores opções de investimento sempre que houver necessidade ou oportunidade.

Portanto, fique atento às alternativas que possam surgir no futuro, caso a Selic volte a subir e os investimentos em renda fixa voltem a se tornar um pouco mais atrativos para composição a carteira. Enquanto isso não acontece, que tal conhecer os 2 melhores investimentos de 2019?

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