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6 Tipos de ordem para operar na bolsa que você precisa conhecer

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Se você acessou um home broker, uma plataforma trader ou está estudando sobre o mercado, já deve ter se deparado com os diferentes tipos de ordem disponíveis. Ordens de compra, venda, stop, a mercado, entre outras são bastante comuns no dia a dia de um trader ou investidor.

Desconhecer a função de cada uma delas ou enviar uma ordem errada enquanto se opera pode resultar em grandes prejuízos. Conhecendo-as, você poderá traçar estratégias e até automatizar as suas operações, aumentando as suas chances de êxito na bolsa — especialmente no day trade.

Neste artigo, você verá 6 tipos de ordem que precisa conhecer para operar na bolsa. Aproveite o conteúdo e aumente seus conhecimentos sobre o mercado financeiro!

O que é uma ordem?

Por uma exigência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), uma pessoa — física ou jurídica — somente poderá operar na bolsa de valores por intermédio de um banco ou corretora de valores. Essas instituições fazem a ponte entre seus clientes e os participantes do mercado.

Uma ordem é a instrução dada pelo interessado à sua corretora para que seja lançada no mercado a sua intenção de comprar ou vender de um ativo, ou derivativo financeiro. Por exemplo, ações, opções, contratos futuros, fundos imobiliários (FIIs), entre outros.

No passado, quando os pregões eram presenciais, as ordens eram enviadas por telefone. E o operador vinculado à intermediária ficava nas rodas de negociação para executá-las. Mas, com o avanço da tecnologia e evolução do mercado para os meios digitais, o pregão viva voz foi extinto.

Atualmente, as negociações acontecem de forma eletrônica e as ordens são enviadas geralmente por meio de um home broker ou plataforma trader. Elas também podem ser encaminhadas à mesa de operações da corretora por um terceiro, como o seu assessor de investimentos.

Logo, assim que a corretora recebe o comando eletrônico de comprar ou vender, ele é repassado para a bolsa de valores. Nesse sentido, a ordem não aparece no mercado em nome do cliente que a enviou, mas sim sob nome da própria intermediária.

Ademais, após ser lançada, é necessário aguardar a sua execução. Isto é, é preciso que haja uma contraparte no mercado interessada em fechar negócio com você sob as condições contidas na ordem — preço e quantidade.


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6 Tipos de ordem para operar na bolsa

Como você viu, conhecer a mecânica da bolsa de valores e identificar as ordens é fundamental. Assim, é possível evitar erros e confusões — como acreditar que sua ordem não foi enviada e fazer a repetição de envio.

Depois de conhecer o conceito de ordem, e entender que elas representam intenções de compra e venda, vale a pena descobrir as diferentes ordens existentes na bolsa de valores.

Confira 6 tipos!

1. Ordem limitada

Normalmente, a ordem limitada é a primeira que o investidor ou trader tem acesso. Como o seu nome indica, ela é limitada pelo próprio interessado. Ou seja, aquele que pretende comprar ou vender discriminará o preço que deseja pagar e a quantidade.

Caso ela seja de compra, sua execução será realizada se o preço do ativo ou derivativo negociado for igual ou menor que o preço determinado — ou igual ou maior na venda. Além disso, é preciso estar atento quanto à data de validade da ordem, pois ela pode não ser executada no mesmo dia.

2. Ordem a mercado

A ordem a mercado é mais dinâmica. Nela, o negócio é executado no preço que o ativo ou derivativo estiver sendo negociado no mercado naquele momento — seja ela de compra e venda. Portanto, diferentemente da ordem limitada, não é preciso digitar o preço e validade, apenas a quantidade.

3. Ordem casada

A ordem casada é um tipo de ordem em que são lançadas duas intenções ao mesmo tempo, uma de compra e outra de venda. Ela somente será executada quando as operações forem feitas juntas. Você poderá determinar qual delas será executada primeiro, mas a outra é feita em seguida.


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4. Ordem de stop loss

A ordem de stop loss é uma ferramenta de proteção. Através dela é possível programar previamente o máximo de perda em uma negociação. Caso o limite de prejuízo seja atingido, ela dispara automaticamente uma ordem para encerrar a operação, visando evitar grandes perdas.

Geralmente, esse tipo de ordem é utilizado por especuladores. Assim, eles conseguem ter maior manejo de risco ao determinar um limite para o prejuízo. As ordens podem ser executadas e limitar as perdas mesmo se o trader não estiver operando no momento.

5. Ordem de stop gain

A ordem de stop gain tem o funcionamento semelhante à de stop loss. Mas, nesse caso, é cadastrado o lucro máximo da operação. Quando o limite de gain configurado é alcançado, é feito o disparo automático de uma ordem para finalizar a operação com ganho.

O mercado de renda variável é conhecido por sua volatilidade e, muitas vezes, os ganhos podem virar prejuízos logo em seguida. Logo, a ordem de stop gain encerra a operação de forma automática, garantindo o lucro mesmo se o especulador não estiver acompanhando o mercado.

6. Ordem de stop móvel (trailing stop)

Por fim, o trailing stop também é um tipo de ordem para proteger o operador. Seu objetivo principal é fazer com que uma operação vencedora não seja convertida em perdedora. Como você viu, o mercado pode passar por momentos de alta volatilidade dos preços e mudar sua direção.

Caso o operador se posicione na compra, por exemplo, e o preço ande a seu favor, ele terá lucro. Porém, se acontecer de o preço cair repentinamente, o lucro havido poderá ser convertido em prejuízo. E o stop móvel tem a função de evitar que isso ocorra.

A diferença dele para o stop loss ou gain é que é estabelecido não um preço, mas um percentual de lucro que serve como base para encerrar a operação. Assim, o stop acompanha os movimentos do mercado e muda de acordo com ele.

Conseguiu perceber como é importante conhecer os diferentes tipos de ordem no mercado? Utilizá-las poderá fazer com que você tenha mais controle sobre suas operações, mitigando os prejuízos e protegendo os lucros. Por isso, vale conhecer as possibilidades.

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