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Bolsa encerra o pregão dessa sexta em alta e dólar cai 2,98%

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Anúncio feito pelo presidente do FED, ontem, agita as economias globais. A mudança de política realizada pelo banco central, cujo foco atual é a meta de inflação média, sinaliza as expectativas ianques com relação às taxas de juros e ao crescimento econômico geral.

Isto significa que o FED permitirá que a inflação fique acima dos 2% por um certo prazo. Logo, existe grandes possibilidades de haver uma alta moderada na média dos preços de bens e serviços consumidos ao longo deste período.

Válido dizer que a meta considerada como ideal (pelo próprio FED) é inferior aos referidos 2%. Por isto, o alvoroço na solução adotada. Algo que remete ao ano de 2012, quando pela primeira vez o FED instituiu essa alternativa.

Na prática, o que se espera é que as taxas de juros menores estimulem a economia e os investidores continuem comprando as ações.

No oriente, o discurso foi bem-vindo e majoritariamente os pregões asiáticos encerraram o dia valorizados: Hang Seng (Hong Kong) +0,56 % a 25.422,06 pontos, Xangai Composto (China) +1,60 % a 3.403,81 pontos, Shenzhen Composto (China) +2,33 % a 13.851,32 pontos, Kospi (Seul) +0,40 % a 2.353,80 pontos.

Em sentido oposto, rumou o Japão com o Nikkei negativo em: -1,41% a 22.882,65. Isso foi motivado pela renúncia do primeiro ministro (Shinzo Abe), que alegou questões de saúde como o motivo de deixar o cargo.

Já na Europa, há um misto de inseguranças. Em primeiro, porque o aumento dos casos de Covid-19, em especial, alemão, abalou a confiança dos consumidores. Logo, é estimado um declínio na demanda da maior economia da zona do euro.

Em segundo, o fortalecimento do euro e da libra perante o dólar pode prejudicar as operações das multinacionais europeias, já que torna o preço dos produtos maiores no exterior.

Apesar dos ganhos acumulados na semana, hoje foi um mau dia para os pregões europeus que recuaram em: FTSE 100 (Londres) -0,61 %, em 5.963,57 pontos, CAC 40 (Paris) -0,26 %, a 5.002,94 pontos, FTSE MIB (Itália) -0,03 %,em 19.841,01 pontos, PSI 20 (Lisboa) -0,65 %, a 4.342,98 pontos. Na contramão, caminhou em alta o IBEX 35 (Madri) +0,60%, a 7.133,00 pontos.

Os futuros da Dow Jones (às 15h29) registravam 28.613,01pontos com alta de +0,42%. O S&P 500 atingiu valorização de + 0,24% a 3.493,12 pontos.

Por aqui, as medidas americanas favoreceram o Ibovespa que encerrou em salto positivo de: +1,51% a 102.142,93 pontos.

Dentre as maiores altas temos: CYRE3.SA (+7,39%), QUAL3.SA (+5,6%), ECOR3.SA (+5,43%), RAIL3.SA (+5,41%) e BRDT3.SA (+4,52%).

Já as maiores baixas foram: IRBR3.SA (-1,57%), MRFG3.SA (-1,4%), BRKM5.SA (-1,08%), COGN3.SA (-0,99%) e JBSS3.SA (-0,94%).

A expectativa do mercado é que o governo prorrogue o auxílio emergencial, o que traria maior injeção de ânimo e consumo à economia brasileira. Mas, o entendimento fiscal ainda segue no radar de traders e especialistas.

Dólar

Considerando a decisão estadunidense em relação à política inflacionária, o dólar perde força ante outras moedas, como exemplo: o real.

Com isso, no pregão de hoje houve a desvalorização da moeda norte-americana, terminando o dia em: -2,98% a R$ 5,416.

Robô trader

Luis Outi

https://investidorindependente.com/

Amante do mercado financeiro. Trabalho no mercado financeiro desde 2008, especializado no mercado de renda variável e de derivativos, também conhecido como opções.