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Bolsa sobe 0,93% puxada por Petrobras; Dólar avança com tensão doméstica

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O Ibovespa encerrou essa quinta-feira (1) no positivo: +0,93% a 95.478 pontos. O resultado foi muito influenciado pelo bom desempenho das ações da Petrobras após liberação de refinarias para venda por parte do STF.

Movimentação das ações

Maiores altas do pregão:

• IRB Brasil (IRBR3) – 7,74%

• Cogna (COGN3) – 6,56%

• Multiplan (MULT3) – 5,76%

• BR Malls (BRML3) – 5,6%

Maiores baixas:

• Grupo Natura (NTCO3) – 5,24%

• Qualicorp (QUAL3) – 3,5%

• CVC Brasil (CVCB3) – 2,6%

• Minerva (BEEF3) – 1,78%



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Dólar

A moeda americana também apresentou alta (0,65%), chegando ao patamar de R$ 5,66. Os ganhos avançaram próximo ao fechamento do mercado.

Cenário Doméstico

A instabilidade do Ibovespa é fruto das incertezas sobre a capacidade estatal em adimplir as contas públicas e do descompasso no ambiente político, em particular, a queda de braço entre Guedes X Maia.

Aliado a isso, as soluções para financiar o programa social Renda Cidadã ainda seguem causando atrito. Desta maneira, traders e analistas aguardam uma solução satisfatória por parte do Ministério da Economia.

Por fim, outra coisa que também sofreu impacto advindo dessa tensão fiscal, somado ao atual patamar da taxa de juros, foi o Tesouro Selic. Foi divulgado hoje que tais títulos públicos tiveram retornos negativos no mês de setembro. Esse fenômeno não ocorria há 18 anos.

Mercado Internacional

O pacote de incentivos estadunidenses segue na mira dos traders e especialistas globais. Na Europa, os atritos entre Reino Unido x União Europeia persistem e a preocupação com os avanços do Covid-19 também.

Apesar de não haver um consenso entre políticos americanos só a possibilidade de novos estímulos ficais serem injetados no mercado já foi suficiente para agitar os acionários europeus.

Outubro começa com falhas operacionais na bolsa de Tóquio, o que acabou por inviabilizar as suas operações. Ataques de hackers foram descartados pelo Japan Exchange Group – empresa responsável por operar a bolsa japonesa.

Contudo, se espera que nesta sexta-feira tudo já se normalize. Considerando os feriados locais, permaneceram em “day-off”, os pregões da China, Hong Kong, Coreia do Sul e em Taiwan.

Na zona do euro as bolsas obtiveram ganhos tímidos com investidores cautelosos. Os indicadores econômicos demonstram aumento de desemprego (+8,1% agosto) e no índice de preços ao produto (+0,1%). Na Alemanha, o índice de gerentes de compras elevou de 52,2 para 56,4, mas abaixo do previsto.

Desta maneira encerraram as bolsas europeias: FTSE 100 (Londres) +0,23%, em 5.879,45 pontos, CAC 40 (Paris) +0,43% a 4.824,04 pontos, FTSE MIB (Itália) +0,24% a 19.061,50 pontos, DAX (Alemanha): -0,23% a 12.730,77 pontos, IBEX 35 (Madri) +0,21% a 6.730,70 pontos e PSI 20 (Lisboa) +0,96% a 4.106,16 pontos.

Os futuros da Dow Jones (às 16h15) marcavam 27.838,09 pontos com queda de +0,20 %. O S&P 500 atingiu valorização de +0,01% a 3.365,21pontos.


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Luis Outi

https://investidorindependente.com/

Amante do mercado financeiro. Trabalho no mercado financeiro desde 2008, especializado no mercado de renda variável e de derivativos, também conhecido como opções.