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Entenda como funciona a volatilidade do mercado de ações

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Quando o assunto é investimento, especialmente em renda variável, é comum ouvir o termo volatilidade do mercado. Ele serve para indicar as oscilações, positivas e negativas, no preço de um ativo — por exemplo, as ações.

Nesse contexto, é importante conhecê-la tanto para tomar decisões mais estratégicas em seus investimentos quanto para usá-la em seu favor. Contudo, é comum encontrar investidores que não entendem como essa volatilidade funciona em termos práticos.

Pensando nisso, neste artigo você saberá o que é como funciona a volatilidade do mercado de ações. Acompanhe a leitura!


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O que é volatilidade do mercado?

Na química, dizer que um elemento é volátil significa que ele pode mudar de estado com mais facilidade. Ou seja, pode alterar suas características rapidamente. Essa mesma lógica se aplica aos investimentos — nesse caso, referindo-se aos preços.

Logo, a volatilidade do mercado é a medida que aponta as variações de preço de um ativo ou derivativo em um determinado período de tempo. Ela pode se referir tanto à frequência quanto à intensidade. Desse modo, quanto maiores elas forem, mais volátil o investimento é.

Imagine que, ao acessar o seu home broker na abertura do mercado, você viu que uma ação custava R$ 10. Ao final da semana, ao conferir novamente, ela estava custando metade. No entanto, 15 dias depois, seu preço estava em R$ 20.

Essas variações, especialmente em um curto espaço de tempo, indicam que esse investimento é volátil. Isso significa que ele está mais suscetível a sentir os impactos das oscilações cotidianas do mercado.

Contudo, é importante destacar que a volatilidade não é uma métrica exclusivamente negativa ou que aponta apenas as baixas ou os riscos de um ativo ou derivativo. Ela pode indicar projeções positivas e, assim, tornar esse investimento interessante.

Também é fundamental não confundir volatilidade com risco. Embora os conceitos sejam próximos, não exprimem a mesma ideia. A volatilidade pode ser uma das medidas do risco, mas os dois termos não são sinônimos.

Quais os tipos de volatilidade?

Como você viu, a volatilidade é um conceito importante ao avaliar novas alternativas de investimentos. Em especial, no mercado de ações. Para fazer análises mais concretas, é preciso conhecer alguns tipos de volatilidade.

Saiba mais!

Volatilidade histórica

A volatilidade histórica é, possivelmente, a mais conhecida pelos investidores. Como o próprio nome sugere, ela indica as variações de preços de ativos e derivativos durante um determinado período.

Assim, é possível que ela sirva de base para fazer projeções de oscilações para o futuro. No entanto, como estamos na renda variável, é preciso ter em mente que movimentos passados não garantem que o mesmo continuará acontecendo no futuro.

Volatilidade implícita

A volatilidade implícita, por sua vez, faz o cálculo de uma forma diferente. Para isso, o investidor pode determinar um preço-base para esse investimento. Assim, a volatilidade será calculada com base nele. Essa estratégia é muito utilizada no mercado futuro e de opções.

Volatilidade real

Por último, há também a volatilidade real. Essa é responsável por indicar, de fato, a variação na cotação de um ativo. Contudo, há uma ressalva: a partir do momento em que ela se concretiza, passa a apontar a volatilidade histórica.


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Como a volatilidade impacta o mercado de ações?

A volatilidade, como você viu, é um conceito que está muito atrelado aos riscos. Dessa forma, embora também possa incidir em investimentos de renda fixa, é mais comum na renda variável. Por isso se fala tanto em volatilidade do mercado de ações.

São muitos os fatores que podem impactar na cotação de um ativo ou derivativo. Decisões administrativas da empresa ou crises de imagem, por exemplo, são alguns deles. Questões políticas também podem influenciar os preços.

Diante disso, os investidores da bolsa de valores precisam entender como a volatilidade impacta os investimentos. Compreender que essas alternativas estão sujeitas a variações pode trazer uma maior tranquilidade para seus aportes.

Além disso, calcular a volatilidade histórica e a implícita, por exemplo, pode indicar cenários positivos para o investidor. Desse modo, é possível investir em ações com mais segurança e, assim, contar com uma carteira mais robusta.

Como utilizar a volatilidade como uma aliada ao investir em ações?

Embora seja comum associar a volatilidade a cenários negativos, é possível usá-la para ter resultados positivos com investimentos. Entender como isso é possível é essencial tanto para quem investe no longo prazo quanto para especuladores.

Quem busca lucros em operações de curto prazo tem a volatilidade como uma aliada. Afinal, as oscilações é que permitem especular. Uma estratégia, por exemplo, consiste em comprar os papéis enquanto estão em queda e vendê-los quando se valorizam.

Essa prática é muito comum nas operações de day trade — nas quais a compra e venda são feitas durante um mesmo pregão. Para obter sucesso com essa prática, é preciso compreender a volatilidade de um ativo ou derivativo e seu comportamento no curto prazo.

Todavia, investidores de longo prazo também podem se beneficiar da volatilidade. Nesse cenário, uma prática pode ser monitorar os preços das ações de uma empresa que você já investe ou busca adicionar ao seu portfólio.

Assim, quando elas estiverem em um preço mais acessível, você pode emitir novas ordens de compra e aumentar sua participação acionária na companhia. Desse modo, com mais papéis, o valor que você pode receber com dividendos será maior, por exemplo.

Além disso, como o foco dos investidores de longo prazo está no futuro, a volatilidade pode ser diluída. Logo, não é preciso se preocupar tanto com variações rápidas nos preços, já que seu objetivo é manter as ações na carteira por bastante tempo.


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Como considerá-la em sua estratégia de investimentos?

Como você viu, considerar a volatilidade em seus investimentos é essencial para possibilitar melhores resultados — tanto no curto quanto no longo prazo. No entanto, antes de avaliá-la, é preciso conhecer o seu perfil de investidor.

Como a volatilidade está muito atrelada aos riscos, é necessária uma maior tolerância a eles por parte de quem investe. Em linhas gerais, os investimentos mais voláteis são indicados para perfis arrojados e moderados.

Além disso, é preciso traçar objetivos para saber se eles se adéquam aos investimentos em ações. Quem especula tem como objetivo usar a volatilidade no curto prazo. Já para quem investe na bolsa, ter objetivos de curto prazo pode não ser o ideal. Considere, por exemplo, estratégias como buy and hold.

Agora você sabe que compreender o funcionamento da volatilidade do mercado de ações é essencial para as suas estratégias de investimento. Desse modo, será possível fazer aportes mais assertivos e com melhor potencial de retorno!

Quer conhecer mais sobre estratégias de investimentos? Então entenda se o day trade vale a pena!


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