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Ibovespa acompanha exterior e termina o dia negativa

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Indefinição no pacote fiscal estadunidense e elevação nos casos de Covid-19 nos EUA e Europa derrubam acionários mundiais com traders desconfiados diante das incertezas que assolam o mundo.

A semana inicia tensa e marcada pelo agravamento dos contágios. Na zona do euro, países como Franca e Espanha aderiram ao toque de recolher. Já Itália e Reino Unido restringem ao máximo o encontro entre pessoas.

Em terras ianques, o chefe de gabinete afirmou categoricamente que os Estados Unidos “não vão controlar” a pandemia. Palavras essas que não foram bem recebidas pelo mercado nem cidadãos.

A pressão aumenta com a aproximação das eleições presidenciáveis, afinal os próximos anos serão diretamente influenciados pelo resultado das urnas Biden X Trump.

Negativas, encerraram as bolsas orientais: Xangai Composto (China) -0,82% a 3.251,11 pontos, Shenzhen Composto (China) -0,58% a 4.691,24 pontos, Kospi (Seul) -0,72 % a 2.343,91 pontos e Nikkei (Japão) -0,09% a 23.494,34 pontos. Exceto, Taiex (Taiwan) +0,09%, a 12.909,03. Em razão do feriado, Hang Seng (Hong Kong) não operou.

No mesmo ritmo seguiram os pregões europeus: FTSE 100 (Londres) -1,16% em 5.792,01 pontos, CAC 40 (Paris) -1,90% a 4.816,12 pontos, FTSE MIB (Itália) -1,76% a 18.945,14 pontos, DAX (Alemanha): -3,71% a 12.177,18 pontos, IBEX 35 (Madri) -1,40% a 6.796,90 pontos e PSI 20 (Lisboa) -2,12 % a 4.051,69 pontos.

A bolsa alemã amargou maior desvalorização após a empresa de software SAP anunciar queda no faturamento. Os bancos BCE (Banco Central Europeu) e BOJ (Banco do Japão) decidirão sobre os rumos dos juros nesta semana.

Os futuros da Dow Jones (às 16h11) marcavam 27.561,88 pontos com queda de -2,73%. O S&P 500 atingiu valorização de -2,29% a 3.386,24 pontos.



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Ibovespa, influenciado pelo exterior, perde a boa performance e fecha: -0,24% a 101,017,03 pontos.

Em Alta: CIEL3.SA (+3,47%), GNDI3.SA (+3,40%), HAPV3.SA (+3,09%), SANB11.SA (+3,74%) e ENGI11.SA (+2,19%)

Em Baixa: MULT3.SA (-4,29%), CVCB3.SA (-4,25%), AZUL4.SA (-3,54%), GOLL4.SA (-3,61%) e BRKM5.SA (-3,77%).

Dólar

A moeda americana desvaloriza -0,09% fechando cotada a R$ 5,622.

Segundo a projeção de economistas, se espera que o dólar encerre 2020 cotada a R$ 5,40, acima dos R$ 5,35 previstos na semana passada.

Doméstico

Por aqui, a Covid-19 segue em declínio com os indicadores de contágio regressando ao patamar do mês de maio. O foco está na queda de braço entre os governos federal e estadual quanto a obrigatoriedade da vacina.

Já os empresários se mostram mais otimistas sobre o avanço da economia brasileira, mas permanecem inseguros sobre os rumos fiscais e políticos do governo.

Na outra ponta, os consumidores afirmam represar as compras, pois também, aguardam os desfechos econômicos negativos provocados pela pandemia.

A boa notícia, vinda do Boletim Focus, é que o PIB anual foi revisto e a expectativa é de pequena melhora: -4,81% (ao invés de 5,1%).

Contudo, o cenário é de inflação maior. O previsto é que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) suba de 2,65% para 2,99% neste ano.

Por fim, a taxa básica de juros, Selic, manteve-se em 2,00% ao ano para 2020, mas foi elevada de 2,50% para 2,75% ao ano para 2021.



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