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Ibovespa fecha abaixo dos 100 mil pontos com vencimento de opções e situação fiscal

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O pregão foi marcado por volatilidade atípica causada pelo movimento de alavancagem e opções de venda (put). Alguns traders foram obrigados a comprar o papel ao preço preestabelecido e, posteriormente, a vender ao mercado.

Outro ponto preocupante e negativo é a queda de braço entre o Ministro da Economia, Paulo Guedes, e outros ministérios no sentido de evitar o aumento do teto fiscal orçamentário dos gastos públicos.

Assim, o Ibovespa finaliza em saldo vermelho de: – 1,73% a 99.595,41 pontos.

Dentre as maiores altas temos: MRFG3.SA (+5,37%), JBSS3.SA (+2,53%), KLBN11.SA (+2,11%), CSNA3.SA (+1,9%).

Já as maiores baixas foram: HGTX3.SA (-8,34%), ELET3.SA (-6,66%), GOLL4.SA (-6,05%), BRML3.SA (-5,85%) e VVAR3.SA (-5,7%).



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Mercado Internacional

Valorização da maioria dos pregões asiáticos é liderada por medida de incentivo adotada pelo banco central chinês (PBoC) cujo aporte de capital, por meio de linhas de crédito de médio prazo, foi equivalente a US$ 101 bilhões ao sistema bancário do país.

Graças ao bom desempenho de ações financeiras, os obstáculos causados pela ausência de consenso entre os congressistas quanto à adoção de um novo pacote fiscal nos EUA e as crescentes animosidades protagonizadas por EUA X China não foram suficientes para frear o apetite dos traders no mercado asiático.

Apesar dos ganhos acumulados, os investidores monitoram de perto o desenrolar das tensas tratativas comerciais sino-americanas e a real capacidade de reativação da economia estadunidense.

Como não podia ser diferente, a maioria das bolsas asiáticas encerraram o dia no azul: o Hang Seng (Hong Kong) +0,65 % a 25.347,34 pontos, Xangai Composto (China) +2,34 % a 3.438,80 pontos, Shenzhen Composto (China) +1,92 % a 2.287,34, pontos, Taiex (Taiwan) +1,26% a 12.956,11 pontos. Em razão do feriado, a Coréia do Sul não operou hoje.

Em sentido oposto caminhou o Nikkei (Tóquio) - 0,83% a 23.096,75 pontos. Isso acontece porque os dados demonstrados pelo PIB japonês se apequenaram; atingido apenas 27,8% no segundo trimestre.

Na zona do euro, a preocupação dos investidores e analistas de mercado gravita em torno da reascensão do Covid-19 no velho continente, o que atrapalharia a retomada econômica europeia.

Também estão no radar dos traders europeus, as desavenças sino-americanas e os percalços na aprovação do pacote de estímulos por parte dos congressistas ianques.

Os pregões europeus terminam o dia sem viés único: FTSE 100 (Londres) +0,61 %, em 6.127,44 pontos, CAC 40 (Paris) +0,18 %, a 4.971,94 pontos, FTSE MIB (Itália) -0,39 %, em 19.950,32 pontos, IBEX 35 (Madri) - 0,90 %, a 7.090,10 pontos e o PSI 20 (Lisboa) - 0,14 %, a 4.435,15 pontos.

Por lá, a boa notícia é que a liberação de incentivos por parte do banco central chinês, contribuiu para que algumas companhias do setor de commodities subissem; como foi o caso das mineradoras Rio Tinto (+1,66%), BHP (+1,39%) e Anglo American (+2,83%).

Os futuros da Dow Jones (às 16h09) registravam 27.846,45 pontos com redução de - 0,30%. O S&P 500 teve avanço de + 0,47% a 3.377,38 pontos.

Dólar

Nesta segunda (17/08), a moeda norte-americana encerra cotada a R$ 5,4959 com alta de + 1,262%.

Por fim, as projeções para o dólar não se alteraram e ficaram em R$ 5,20 até o final de 2020 e em R$ 5,00 para 2021.

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Luis Outi

https://investidorindependente.com/

Amante do mercado financeiro. Trabalho no mercado financeiro desde 2008, especializado no mercado de renda variável e de derivativos, também conhecido como opções.