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O que é o Gráfico Candlestick e por que usá-lo?

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Especular não significa fazer apostas na bolsa de valores. As atividades de trade devem ser baseadas em uma análise criteriosa. Do contrário, fica difícil ter resultados positivos — e consistentes — na renda variável.

Uma das premissas da estratégia de análise usada por traders é a de que o preço na bolsa reflete os movimentos do mercado. Outra ideia relevante é de que a movimentação se dá por tendências. Então, é possível identificá-las e tentar prever o comportamento seguinte.

O gráfico candlestick é uma das ferramentas que pode ser utilizada para isso. Quer saber mais? Confira informações completas sobre o assunto a partir de agora!

O que é o gráfico candlestick?

Antes de tudo, vale a pena falar um pouco mais sobre a análise técnica ou gráfica. Os traders observam gráficos com as movimentações de determinado ativo ou derivativo no mercado, a fim de entender o que está acontecendo.

Os gráficos podem ser organizados de acordo com algumas variáveis — como o intervalo de tempo. Além disso, não existe apenas um tipo de gráfico. Os mais comuns são o de linha, o de barra e o gráfico candlestick.

Veja a seguir as principais características de cada um:

Gráfico de linha

A linha é um gráfico básico que oferece poucas informações para o especulador. Por isso, não costuma ser muito utilizado.

O gráfico mostra uma linha baseada em dois elementos: o preço de fechamento do papel no eixo vertical e a variação de tempo no eixo horizontal. Então, basicamente, ele representa as variações de preço ao longo do tempo.

Gráfico de barra

Em relação à linha, os gráficos que utilizam barras conseguem trazer mais dados sobre o trade. Isso porque, além do preço de fechamento, ele apresenta também o valor de abertura e o índice máximo e mínimo.

Gráfico candlestick

Por fim, um dos recursos mais completos para quem faz a análise técnica é o gráfico candlestick. Ele começou a ser usado no Japão, no século XVIII. Como traz informações mais amplas, ele é muito utilizado pelos traders.

Gráficos desse tipo se apresentam a partir do candle — uma espécie de barra formada por quatro pontos. Assim como o gráfico de barra, ele permite visualizar o preço de abertura e de fechamento e a volatilidade máxima e a mínima.

Uma das principais diferenças entre os dois tipos é que o gráfico candlestick tem barras coloridas, indicando padrões no movimento. Assim, o trade consegue simplificar sua análise ao considerar as tendências se baseando nas cores de subida ou descida do mercado.

Como ele funciona?

Agora você já sabe o que é o gráfico candlestick e quais são os outros tipos disponíveis para traders. Como mostramos, ele costuma ser o mais utilizado, pois facilita a leitura e permite análises mais eficientes da bolsa.

Desenvolvido no Japão para avaliar o preço da commoditie mais importante do país na época (o arroz), o gráfico candlestick se popularizou com o uso nos Estados Unidos. O termo candlestick em inglês representa um candelabro — fazendo alusão à semelhança que as barras têm com velas.

O funcionamento do gráfico é simples. Como você viu, os principais elementos observados nele são o preço de abertura, o de fechamento, o preço máximo e o mínimo. O trade precisa determinar o intervalo que deseja no gráfico (minutos, horas, dias, semanas, etc.).

O preço de abertura mostra o valor pelo qual foi negociado a primeira operação do intervalo. O de fechamento mostra o preço da última negociação. Já com os preços máximo e mínimo você consegue ver o maior e o menor valor praticados no intervalo.

Principais formatos dos candles

O objetivo do trader é observar algumas tendências nas variações de preço e perceber possíveis oportunidades para operar. Ao observar as barras coloridas, você pode se deparar com os seguintes formatos:

  • Sem corpo e com sombra: indica que o preço de abertura foi igual ao de fechamento, com alguma diferença entre o menor e o maior preço do intervalo;
  • Com corpo e com sombra: os preços de abertura e fechamento são diferentes e existe uma divergência maior entre o de fechamento e os valores menor e maior do intervalo;
  • Com corpo e sem sombra: nesse caso, os preços de abertura e fechamento são diferentes e não há uma variação significativa entre o maior e o menor preço com o de fechamento.

Quais são os principais padrões?

A partir dos formatos das barras e da análise técnica que o especulador faz, é possível chegar a padrões nas oscilações da renda variável. Então, você pode identificar oportunidades e tomar decisões quanto às atividades de trade.

O gráfico candlestick apresenta alguns padrões mais conhecidos. Por exemplo:

  • Doji;
  • Marubozu;
  • Martelo;
  • Martelo invertido;
  • Linha de perfuração;
  • Nuvem negra (dark cloud).

O padrão marubozu é um exemplo de indicação de tendência, pois demonstram níveis de suporte e resistência. Nele, as barras do gráfico se apresentam praticamente sem sombra. Quanto maior a barra, mais significativo será o sinal de tendência.

O padrão martelo é aquele que mostra a possibilidade de reversão de uma tendência baixa para alta. As barras se apresentam com corpo pequeno e uma grande sombra para baixo. Assim, mostram um sinal de mudança no movimento da bolsa.

Por sua vez, o martelo invertido representa o movimento oposto: possível reversão de uma tendência de alta para uma de baixa. O gráfico, então, se apresenta como uma barra curta com uma sombra grande — mas, dessa vez, para cima.

Quando usar os gráficos candlestick?

No tópico anterior você soube um pouco mais sobre alguns dos principais padrões do gráfico candlestick. É importante conhecer todos eles para aumentar a eficiência da sua análise técnica ou gráfica.

Mas, afinal, quando usar os gráficos candlestick? De forma geral, os traders atualmente preferem utilizá-lo, já que os gráficos de linha ou barra não trazem tantas informações e não apresentam leitura tão prática quanto os candlesticks.

O gráfico pode servir bem a diferentes tipos de trades, basta determinar os intervalos de tempo de acordo com o que se deseja. Por exemplo, no day trade se considera um mesmo dia. No swing trade, podem ser dias ou semanas – e o tempo gráfico, portanto, tende a ser maior.

Vale a pena, portanto, usar o gráfico candlestick se você pretende especular na bolsa e deseja ter dados suficientes para fazer boas escolhas a partir de uma análise gráfica mais consistente. 

Por fim, lembre-se de que basear suas decisões na renda variável em recursos de análise e estratégias é essencial para ter bons resultados – seja na especulação ou nas operações de longo prazo!

Você está interessado em saber mais sobre a especulação? Veja as diferenças entre day trade, swing trade, scalper e position!

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Luis Outi

https://investidorindependente.com/

Amante do mercado financeiro. Trabalho no mercado financeiro desde 2008, especializado no mercado de renda variável e de derivativos, também conhecido como opções.